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Tudo sobre gestão de energia e o setor elétrico!

Por Greyci Girardi, redatora na Way2 | 29 abril, 2019 | 0 Comentário(s)

Conheça estratégias de redução de custos no varejo

Energia elétrica é a segunda maior despesa dos supermercados no Brasil, um reflexo da falta de estratégias para controle e redução de custos de energia.

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redução de custos no varejo

O comércio varejista movimenta bilhões e tem forte participação na economia nacional. Os supermercados têm papel relevante nesse segmento e representam mais de 5% do PIB brasileiro.

O setor supermercadista é marcado por uma forte concorrência e por ter seu faturamento sujeito de forma direta às instabilidades econômicas e às crises que afetam o poder aquisitivo dos consumidores, seus clientes.

A gestão de um supermercado é, portanto, desafiadora e a redução de custos operacionais é um diferencial que pode mantê-lo mais competitivo, além de alavancar receitas.

Mas, quais são os principais custos de um supermercado?

Os principais custos de um supermercado são a folha de pagamentos, despesas com manutenção e energia elétrica. A fatura de energia, nos anos recentes, passou a figurar a segunda posição entre as maiores despesas, ficando atrás apenas da folha de pagamentos, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Isso se deve a diversas mudanças sofridas no setor elétrico, desde regulatórias, como a forma de cobrança por bandeiras tarifárias até alterações climáticas, que afetaram de forma severa as condições de operação das hidrelétricas, ainda a principal fonte de geração de energia no Brasil.

Esse cenário vem mantendo as tarifas de energia em altos patamares, o que explica a relevância dessa despesa nos custos operacionais de um supermercado – o custo da energia no país é o sexto mais caro do mundo, de acordo com o levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

No varejo, os supermercados são os que mais consomem energia, principalmente por causa da refrigeração de produtos, que representa até 40% do consumo total. Além da refrigeração, há toda a instalação de ar condicionado, iluminação, ventilação e outros equipamentos. A iluminação costuma responder pela segunda maior parcela de consumo de energia, ultrapassando 20% da despesa total.

Os altos gastos com energia elétrica trouxeram visibilidade à temática da eficiência energética nos supermercados, que passou a ser encarada de forma estratégica por alguns gestores no controle de despesas, assim como ocorre com a gestão dos estoques ou de pessoal. Para outros gestores, entretanto, ainda é difícil enxergar esse potencial de redução de custos e eles continuam vendo a energia como uma despesa fixa, já prevista no orçamento.

Há aqueles também que, apesar de terem ciência do potencial de redução, enxergam apenas soluções que demandam maior tempo de retorno, como a migração para o mercado livre de energia ou a geração própria de energia solar. Isso muitas vezes desestimula uma mudança na gestão da energia como insumo de operação e pode fazer com que o olhar mais atento sobre esse custo seja sempre postergado dando lugar a outras prioridades.

O que esses gestores desconhecem é que há alternativas mais simples e viáveis que podem representar reduções significativas de custos com o consumo de energia elétrica em prazos bem razoáveis.

Alternativas para reduzir custos com energia elétrica em supermercados

Que todo supermercado tem um custo relevante com energia elétrica já está claro. Mas, as possibilidades de redução dessa despesa podem ser diferentes para cada supermercado, conforme a estrutura e o comportamento de consumo de cada um.

Esse diagnóstico é fundamental e somente é possível com um minucioso acompanhamento do consumo, para que se possa entender como a despesa de energia é composta e onde estão os pontos de ineficiência que podem ser atacados em um plano de redução de custos.

  • Substituição de refrigeradores por modelos mais modernos;
  • Adequação no sistema de iluminação para uso de lâmpadas mais econômicas;
  • Campanhas de conscientização junto aos funcionários para um consumo mais racional;
  • Instalação de portas nos balcões de refrigeração para evitar a dissipação do frio;
  • Automação do ar condicionado;
  • Melhor aproveitamento da iluminação natural;
  • Sistemas de recuperação de calor;
  • Controle sistemático do consumo e plano de ação;
  • Migração do mercado cativo para livre;

Todas as alternativas podem trazer resultados, porém,  a definição das medidas mais adequadas dependerá, como dito, da estrutura e do comportamento de consumo de cada supermercado, seja uma rede com centenas de lojas ou supermercados menores, e algumas ações, inclusive, se tratam apenas de ajustes operacionais, dispensando investimentos prévios.

Seja qual for a estratégia adotada, ela passa pela gestão sistemática do consumo de energia, pois apenas assim é possível enxergar a realidade operacional de uma loja e identificar pontos de melhoria para uma maior eficiência. Ou seja, a gestão eficiente da energia é indissociável de um controle também inteligente do consumo.

O controle do consumo pode ser realizado de diversas maneiras, umas mais eficientes e outras nem tanto. A tecnologia disponibiliza ferramentas para que esse acompanhamento seja feito de forma prática, automatizado e em tempo real, com sistemas que fornecem dados importantes para a tomada de decisões dos gestores em busca de investimentos mais assertivos.

E lembrando mais uma vez: isso vale para supermercados de todos os portes. O que vai diferenciá-los, grandes dos pequenos ou pequenos dos grandes, é apenas a decisão de mudar, ou não, o olhar sobre a gestão da energia.

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