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Por Frederico Perillo, Product Owner na Way2 | 12 março, 2021 | 0 Comentário(s)

Sustentabilidade na retomada econômica: qual o impacto no setor elétrico?

A matriz elétrica brasileira destaca-se pela grande participação de renováveis. Nesse quesito, a nossa grama parece mais verde que a do vizinho. E deve ficar ainda mais, segundo as projeções da EPE. Com a sustentabilidade tornando-se cada vez mais relevante e valorizada pelo mercado, a retomada econômica será verde e digital.

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sustentabilidade no setor eletrico

É certo que o mundo parou, se preocupou, lamentou, planejou, investiu e caminha para uma solução após um período de incertezas e dificuldades. No entanto, também reafirmou a necessidade de mudança. É notável que precisamos crescer, mas de forma consciente. 

O desenvolvimento não-sustentável causa graves impactos ambientais, econômicos, geopolíticos e até sociais, veja o exemplo das migrações climáticas. Se negligenciado, o crescimento a qualquer custo pode nos levar a uma adversidade sem vacina nem cura.

Se faltava uma justificativa para virarmos de vez a chave e focarmos em um crescimento mais sustentável, não falta mais. Estímulos econômicos e maior consciência ambiental, aliados a um sentimento de que é preciso fazer diferente, nos levam ao caminho de uma retomada verde.

Sustentabilidade: um conceito tangível

Imagine que você é um motorista de aplicativo que vai abastecer o seu veículo e se depara com um impasse comum a todo condutor brasileiro. Qual combustível colocar no carro? Álcool ou gasolina? A resposta da maioria é bastante clara (e não se julgue caso você faça parte deste grupo): ‘Vou abastecer com o que tiver melhor custo-benefício’. Ainda que o álcool seja um combustível menos poluente, na maior parte das vezes as pessoas fazem uma conta rápida de eficiência e acabam optando pela gasolina. O bolso pesa, e o fator ambiental é deixado de lado.

Agora imagine um cenário em que os motoristas que abastecem o carro com um combustível menos poluente sejam beneficiados com vantagens competitivas no transporte de passageiros. Os clientes avaliam o condutor com 5 estrelas, a própria gestão do aplicativo prioriza a procura por corridas e as seguradoras oferecem benefícios extras. Você provavelmente mudaria de opinião, avaliaria o cenário como um todo e, no fim, abasteceria com o álcool. A analogia também é válida para os modelos de negócios das empresas, que devem decidir por soluções mais ou menos sustentáveis.

Organizações cada vez mais sustentáveis

A sustentabilidade tornou-se mais palpável. Deixou de vez de ser um termo teórico e passou a ser necessário. Mais do que necessário, passou a ser valorizado pelo mercado. Se antes os incentivos financeiros eram imprescindíveis para estimular os negócios de caráter sustentável, hoje talvez já não seja assim. As próprias empresas identificaram a importância e o valor de equilibrar a produtividade e a preservação, e se tornaram mais conscientes.

A sigla ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) é utilizada para se referir a boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. A expressão ganhou relevância e já faz parte das premissas de investimento, inclusive com o surgimento de índices que destacam empresas que valorizam os três componentes de sustentabilidade. Não fosse pelo 2020 atípico, o termo ESG provavelmente estaria entre os mais procurados nas ferramentas de busca.

O crescimento da geração de energia por fontes renováveis

A geração de energia pode ser a locomotiva (elétrica) da transformação. Tradicionalmente sólido, e responsável por significativa parcela de emissão de gases de efeito estufa, o segmento de geração é fundamental por permitir a mudança da matriz energética mundial.

Não é segredo para ninguém que as fontes renováveis têm crescido a cada ano. Surpresa, talvez, seja a velocidade com que o crescimento vem ocorrendo. Em 2025 as fontes de geração renovável já serão responsáveis pela maior parte de geração de eletricidade no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia – IEA.

No Brasil, o cenário é ainda mais animador, uma vez que neste caso a nossa grama é mais verde do que a do vizinho. O sólido sistema hidrotérmico vem sendo complementado em ritmo acelerado por tecnologias de geração eólica e solar, muito pela redução dos custos de produção dessas soluções devido à economia de escala.

O Plano Decenal de Expansão (PDE) da EPE projeta um crescimento de 32% na capacidade instalada de geração eólica e solar até o ano de 2025. Caso o aumento se confirme, as duas fontes em conjunto serão responsáveis por 15% de participação na matriz elétrica brasileira.

IREC-s: os certificados renováveis

O crescimento da participação das fontes renováveis e o aumento da importância de soluções sustentáveis abre um leque de oportunidades. E foi justamente a demanda por consumir eletricidade de fonte mais limpa aliada ao crescimento das usinas de geração renovável que permitiu o surgimento de um novo produto no mercado: os certificados renováveis. 

Os IREC-s, como são conhecidos, são certificados que garantem que determinada quantidade de energia demandada por um consumidor foi gerada por fonte renovável. Desta forma, as empresas que desejam seguir um viés de sustentabilidade têm maior facilidade em consumir energia de fontes renováveis, e os agentes geradores podem negociar créditos de sua capacidade de geração, tornando os empreendimentos ainda mais atrativos. No Brasil, o Instituto Totum é o órgão responsável pela emissão dos certificados e organização desse mercado.

Retomada verde e transformação digital

Os benefícios da retomada verde vão além do crescimento econômico sustentável e surgimento de novos produtos no mercado. Aumentam também a resiliência e segurança do setor elétrico e geram empregos.

A estrada para o crescimento sustentável tem um único caminho. E se a idade da pedra não acabou porque faltaram pedras e a era do petróleo terminará ainda com recursos petrolíferos abundantes, conforme constatou Ahmed Yamani, temos a oportunidade de consolidar o início de uma nova era, verde e digital.

A Way2 conta com soluções de tecnologia em medição e gestão da energia para um futuro mais eficiente e sustentável. Presente nos segmentos de geração, distribuição, geração distribuída e consumidores, a empresa busca inovar a cada instante e disponibilizar soluções que contribuam para a retomada verde. 

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