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Por Lívia Neves, redatora na Way2 | 4 janeiro, 2022 | 0 Comentário(s)

9 tendências de tecnologia para prestar atenção em 2022

Eletrificação de transportes por hidrogênio, drones de entrega e geoengenharia solar são algumas das tendências de tecnologia emergentes.

tendências de tecnologia

Você sabe quais são as tendências tecnológicas para 2022? Novas tecnologias podem ser disruptivas e mudar drasticamente nosso cotidiano, relações e a nossa qualidade de vida. Mas raramente uma nova tecnologia surge do dia para a noite. Por isso, olhar para as tendências tecnológicas pode ajudar a entender o que está para emergir e pode mudar o jogo em 2022. 

A renomada revista britânica The Economist listou 22 tendências tecnológicas para o próximo ano e, aqui, elencamos algumas que podem impactar direta ou indiretamente o setor de energia, com destaque para a diminuição da queima de combustíveis no transporte e aquecimento. Confira:

1. Bombeamento de calor

O aquecimento de edifícios durante o inverno, principalmente no hemisfério Norte, é responsável por cerca de um quarto do consumo global de energia. Isto porque a maior parte do aquecimento é realizada com a queima de carvão, gás ou óleo. Se o mundo quiser cumprir suas metas de mudança climática, isso terá que mudar. A alternativa mais promissora é usar bombas de calor, que são, basicamente, geladeiras que funcionam ao contrário.

Em vez de bombear calor para fora de um espaço para resfriá-lo, uma bomba de calor força o calor de fora, aquecendo-o. Como elas meramente movem o calor existente, podem ser altamente eficientes: para cada quilowatt de eletricidade consumido, as bombas de calor podem fornecer 3 kW de calor, tornando-as mais baratas do que os radiadores elétricos. Operar uma bomba de calor ao contrário pode resfriar uma casa em vez de aquecê-la.

A Gradient, com sede em San Francisco, é uma das várias empresas que oferecem uma bomba de calor que pode fornecer aquecimento e resfriamento. Seus produtos em formato de bolsa de selim, de perfil baixo, podem ser montados em janelas, como os condicionadores de ar existentes, e estarão à venda em 2022.

2. Aviões movidos a hidrogênio

A eletrificação do transporte rodoviário já é uma realidade. Aeronaves são a próxima fronteira. As baterias só podem alimentar aeronaves pequenas para voos curtos. Mas será que a eletricidade das células de combustível de hidrogênio pode resolver o problema? Os aviões de passageiros que serão testados com células de combustível de hidrogênio em 2022 incluem um avião de dois lugares que está sendo construído na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda. ZeroAvia, com sede na Califórnia, planeja concluir os testes de uma aeronave de 20 lugares e pretende ter seu sistema de propulsão a hidrogênio pronto para a certificação até o final do ano. A Universal Hydrogen, também da Califórnia, espera que seu avião de 40 lugares decole em setembro de 2022.

3. Navios porta-contêineres com velas

Os navios produzem 3% das emissões de gases de efeito estufa. A queima de combustível marítimo, uma lama suja de diesel, também contribui para a chuva ácida. Nada disso foi um problema na era da vela – é por isso que as velas estão voltando, em forma de alta tecnologia, para cortar custos e emissões.

Em 2022, a Michelin da França equipará um cargueiro com uma vela inflável que deverá reduzir o consumo de combustível em 20%. A MOL, uma empresa de navegação japonesa, planeja colocar uma vela rígida telescópica em um navio em agosto de 2022. A Naos Design, da Itália, espera equipar oito navios com suas velas de asa duras articuláveis ​​e dobráveis. Outras abordagens incluem pipas, “asas de sucção” que abrigam ventiladores e cilindros giratórios gigantes chamados de rotores de Flettner. Até o final de 2022, o número de grandes navios cargueiros com algum tipo de vela terá quadruplicado para 40, de acordo com a International Windship Association. Se a União Europeia incluir o transporte marítimo em seu esquema de mercado de carbono em 2022, conforme planejado, isso dará a essas tecnologias, atualmente incomuns, um novo impulso.

4. Táxis elétricos voando

Vistos como uma fantasia, táxis voadores ou aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL), como a indústria incipiente os chama, estão ficando sérios. Várias empresas ao redor do mundo intensificarão os voos de teste em 2022 com o objetivo de obter a certificação de suas aeronaves para uso comercial nos próximos dois anos. A Joby Aviation, com sede na Califórnia, planeja construir mais de uma dúzia de seus veículos de cinco lugares, com alcance de 150 milhas. A Volocopter da Alemanha tem como objetivo fornecer um serviço de táxi aéreo nas Olimpíadas de 2024 em Paris. Outros concorrentes incluem eHang, Lilium e Vertical Aerospace. Fique de olho nos céus.

5. Drones de entrega

Eles estão demorando mais do que o esperado para decolar. Mas as novas regras, que entraram em vigor ainda em 2021, ajudarão as entregas de drones a ganhar altitude em 2022. Manna, uma startup irlandesa que entrega livros, refeições e remédios no Condado de Galway, planeja expandir seus serviços na Irlanda e na Grã-Bretanha. Wing, uma empresa irmã do Google, tem feito entregas de teste na América, Austrália e Finlândia e expandirá seu serviço de entrega de shopping para casa, lançado no final de 2021. Dronamics, uma startup búlgara, começará a usar drones alados para transportar cargas entre 39 aeroportos europeus. A questão é: o ritmo das entregas de drones aumentará ou diminuirá?

6. Geoengenharia solar

A premissa é relativamente simples. Se a temperatura global está aumentando, por que não baixá-la criando um pouco de sombra? A poeira e as cinzas lançadas na atmosfera superior pelos vulcões são a inspiração: elas têm um efeito de resfriamento. A erupção do Monte Pinatubo em 1991 resfriou a Terra em até 0,5 °C, por quatro anos. A geoengenharia solar, também conhecida como gerenciamento de radiação solar, faria a mesma coisa deliberadamente.

Mas não há consenso sobre a efetividade do conceito. Como as chuvas e os padrões climáticos seriam afetados? E isso não prejudicaria os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa? As ambições para testar a ideia enfrentam forte oposição de políticos e ativistas. Em 2022, no entanto, um grupo da Universidade de Harvard espera conduzir um experimento, muito adiado, chamado SCoPEX. Trata-se de lançar um balão na estratosfera, com o objetivo de liberar 2 kg de material (possivelmente carbonato de cálcio), e então medir como ele se dissipa, reage e espalha a energia solar.

Os proponentes argumentam que é importante entender a técnica, caso seja necessário comprar ao mundo mais tempo para cortar emissões. O grupo de Harvard estabeleceu um painel consultivo independente para considerar as ramificações morais e políticas de tal estratégia. Quer o teste vá em frente ou não, haverá polêmica.

7. Captura direta de ar

O dióxido de carbono na atmosfera causa o aquecimento global. Então, por que não sugá-lo usando máquinas? Várias startups estão buscando a captura direta de ar (DAC), uma tecnologia que faz exatamente isso. Em 2022, a Carbon Engineering, uma empresa canadense, começará a construir a maior instalação DAC do mundo no Texas, capaz de capturar 1 milhão de toneladas de CO2 por ano. A ClimeWorks, uma empresa suíça, abriu uma fábrica DAC na Islândia em 2021, que enterra o CO2 capturado na forma mineral a uma taxa de 4.000 toneladas por ano. A Global Thermostat, empresa americana, possui duas plantas-piloto. O DAC pode ser vital na luta contra as mudanças climáticas. A corrida começou para reduzir os custos e aumentar a tecnologia.

8. Agricultura vertical

Embora os custos com energia continuem sendo um desafio, a iluminação LED eficiente tornou o processo de cultivar alimentos em fazendas verticais mais barato. Esse novo tipo de agricultura cultiva plantas em bandejas empilhadas em um ambiente fechado e controlado. Fazendas verticais podem ser localizadas próximas aos clientes, reduzindo custos de transporte e emissões. O uso de água é minimizado e os insetos são mantidos do lado de fora, de forma que nenhum pesticida é necessário.

Na Grã-Bretanha, a Jones Food Company abrirá a maior fazenda vertical do mundo, com 13.750 metros quadrados, em 2022. A AeroFarms, uma empresa americana, abrirá sua maior fazenda vertical, em Daneville, Virgínia. Outras empresas também estarão expandindo. A Nordic Harvest ampliará suas instalações nos arredores de Copenhague e construirá uma nova em Estocolmo. Plenty, com sede na Califórnia, vai abrir uma nova fazenda coberta perto de Los Angeles. As fazendas verticais cultivam principalmente verduras e ervas de alto valor, mas algumas estão se aventurando em tomates, pimentões e frutas vermelhas. O desafio agora é fazer com que a economia também cresça.

9. Turismo espacial

Depois de um ano marcante para o turismo espacial em 2021, com uma sucessão de esforços apoiados por bilionários levando civis aos céus, as esperanças são altas para 2022. A Virgin Galactic, de Sir Richard Branson, acabou de ultrapassar a Blue Origin de Jeff Bezos nessa fronteira espacial, em julho, com os dois bilionários viajando em suas próprias espaçonaves em viagens suborbitais. Em setembro, a empresa de Elon Musk, a SpaceX, enviou quatro passageiros em um cruzeiro orbital de vários dias ao redor da Terra.

As três empresas esperam transportar mais turistas em 2022, que promete ser o primeiro ano em que mais pessoas vão para o espaço como passageiros pagantes do que como funcionários do governo. Mas a Virgin Galactic está modificando seu veículo para torná-lo mais forte e seguro e não deve voar novamente até o segundo semestre de 2022, com o serviço comercial começando no quarto trimestre. A Blue Origin planeja mais voos, mas não disse quando ou quantos. Por sua vez, a SpaceX fez um acordo para enviar turistas à Estação Espacial Internacional. Próximo destino? A lua.

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